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COMBUSTÍVEL DERIVADO
DE RESÍDUOS (CDR)

Da triagem dos Resíduos Industriais Banais (RIB) e dos Resíduos de Construção e Demolição (RCD) efetuada nas unidades de receção e tratamento de resíduos da Renascimento, resulta uma parte de material que é diretamente processada e tratada de forma a ser encaminhada para reciclagem e uma outra parte, significativa, que é tratada e processada de forma a ser encaminhada como Combustível Derivado de Resíduos (CDR).

A fração enviada como CDR é, essencialmente, material de natureza orgânica (têxteis, papel, cartão, plásticos, madeira, borracha, etc) que representam um precioso recurso dada a sua natureza combustível e, em regra geral, apresentam um elevado poder calorífico, representando uma oportunidade excelente a explorar, atendendo aos seus benefícios ambientais e económicos.

A valorização dos CDR vai de encontro aos princípios das políticas energéticas e ambientais europeias e nacionais, que assentam na procura de fontes de energia primária de natureza não fóssil, na redução das emissões de CO2, na minimização da deposição de resíduos em aterro e no respeito pela hierarquia da gestão de resíduos.

A produção de CDR permite aumentar a autossuficiência energética nacional, libertar quotas de emissões para o cumprimento do Protocolo de Quioto e aumentar o tempo de vida útil dos aterros.

Existe em Portugal, um mercado já constituído pelas grandes instalações consumidoras de combustíveis fósseis (cimenteiras, centrais termoelétricas a carvão, indústria da pasta e papel, cerâmicas, etc), que beneficiam com o uso de um combustível de substituição de origem renovável, com uma fração significativa de carbono biogénico.

As centrais de biomassa também poderão vir a constituir-se como um consumidor de CDR, já que este pode constituir até 10% (em termos de energia) do combustível utilizado.

A combustão de CDR pode, ainda, vir a ser feita em unidades dedicadas e localizadas, de preferência, junto ao ponto de produção e a consumidores de energia ou, ainda, nas centrais de incineração de RSU. Todas estas instalações deverão estar tecnologicamente apetrechadas para utilizar CDR e cumprirem os normativos legais relativos à incineração e coincineração de resíduos e às especificidades de cada setor.

O CDR produzido deverá possuir as características ideais para a maximização do rendimento térmico da sua combustão, baixo efeito de corrosão dos órgãos da caldeira e baixos níveis de emissões. Os processos de produção de CDR deverão ser criteriosamente selecionados.

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