Gestão e Reciclagem de Resíduos, Lda.

O Parlamento Europeu vota a 14 de março quatro relatórios sobre a gestão de resíduos produzidos por agregados familiares e pequenas empresas, que representam cerca de 8% de todos os resíduos produzidos na UE. O pacote legislativo significa mais um passo na construção de uma economia circular.
A passagem de uma economia linear, em que produzimos, consumimos e geramos lixo, para uma economia circular, onde após o ato de consumo, voltamos a reutilizar, a reciclar ou reparar, exige taxas de reciclagem mais elevadas na UE.
Em 2014, Portugal só reciclou 30% dos seus resíduos, bem abaixo da média europeia situada em 44%, e depositou quase metade de todos os resíduos em aterros (49% vs 28% de média UE).
O depósito em aterros é a opção mais barata mas é também a mais prejudicial para o ambiente e para a saúde humana. É por essa razão que se pretende promover a utilização de outras alternativas como a incineração ou, idealmente, a reciclagem, reutilização e reparação.
Por outro lado, embora a incineração seja uma melhor alternativa que o depósito em aterros, taxas altas de incineração podem levar a baixas taxas de reciclagem. Alguns países, como a Finlândia e a Dinamarca, possuem elevadas taxas de incineração porque a utilizam como uma forma de produzir energia.
A proposta da Comissão Europeia e as alterações do PE
Na próxima terça-feira, 14 de março, os eurodeputados votam em plenário os quatro relatórios sobre os resíduos, aterros, embalagens e reciclagem de veículos, pilhas e equipamentos eletrónicos.
A Comissão Europeia propõe que em 2030, 65% dos resíduos sejam reciclados e que o depósito em aterros seja limitado a 10%. A comissão do PE para o Ambiente deseja ainda objetivos mais ambiciosos: 70% para a reciclagem e 5% para os aterros.
Fonte: Parlamento Europeu